No sábado, 13 de dezembro, a Arquidiocese de Londrina acolheu um novo integrante em seu clero: o padre Marco Aurélio Ravaneda Malaquias. A ordenação ocorreu durante uma Missa solene na Paróquia São Sebastião, em Faxinal (PR), pertencente à Diocese de Apucarana, terra natal do neossacerdote. O arcebispo dom Geremias Steinmetz impôs as mãos sobre Marco Aurélio, que escolheu como lema presbiteral o versículo de Hebreus 10,7: “Eis-me aqui, ó Deus, pra fazer a Tua vontade”.
De tudo que desejei e sonhei para meu filho, não passou pela minha cabeça, que ele um dia seguiria a vida religiosa. Sempre foi um menino dedicado, apegado as pessoas mais idosas, aos mais vulneráveis e as crianças.
Porém, foi uma surpresa indescritível quando me informou que havia os recebido um chamado e iria ingressar no seminário. É difícil expressar em palavras, como um Deus tão grande, me escolheu tão pequena, para ofertar meu filho para servi-lo.
Foram anos de estudos, de dedicação e muitas vezes de desânimo, pois nos momentos mais difíceis, me pedia que orasse por ele. Então eu me ajoelhava e ajoelho todos os dias, sempre invocando, de joelhos, para que meu filho vencesse todas as provas e batalhas.
Finalmente chegou à ordenação diaconal, um dia repleto de emoções e de sentimentos inexplicáveis, difícil de segurar as lágrimas toda a igreja sentia durante a cerimônia, a presença real do Espírito Santo. Foram momentos difíceis de descrever. E agora, no último dia 13, aconteceu a ordenação presbiteral. Emoções únicas, lágrimas de alegria, por vê-lo, tornar-se um sacerdote, mas também, lágrimas de orgulho, por saber que vai dedicar a sua vida a serviço do próximo. Um momento impactante, foi de desamarrar a faixa, num gesto simbólico, de oferecer meu filho para seguir sua missão, sabendo que esta faixa, irá comigo no meu último adeus.
E no momento do abraço de entrega, eu entendi que, apesar de minha indignidade, Deus me escolheu para ser a mãe de um sacerdote. Tive a graça de criá-lo, educá-lo e conduzi-lo, mas ele não me pertence e sim a Deus que o escolheu.
Meu filho, Marco Aurélio, que sua missão sirva de exemplo, para que outros jovens trilhem por esse caminho, muitas vezes enfrentado com renúncias, mas que leva a uma realização suprema de fé.
Bençãos infinitas sejam derramadas sobre sua vida e seu ministério. Entendi que entregar um filho a Deus, é gerá-lo duas vezes, um para mim e a outro para Jesus! Obrigada por ser esse filho iluminado e a palavra que me define é gratidão, pois me sinto uma mãe agraciada pela bondade de Deus!
Emocionado, padre Marco Aurélio agradeceu a trajetória que o levou até ali: pais, que lhe transmitiram a fé; família; comunidades; arcebispo, formadores e amigos. “A vocês que vieram de longe ou perto, obrigado pelo carinho. Conto com suas orações para construir o Reino de Deus com amor, compaixão, fraternidade, justiça e fé. Que eu seja humilde, simples e fiel à vocação”, disse, consagrando-se a Nossa Senhora ao fim da celebração.
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