O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro saia temporariamente da prisão nesta quarta-feira (24) e realize uma cirurgia em Brasília. A medida, motivada por questões médicas, reacendeu debates acalorados nas redes sociais, intensificando a polarização política no país.
Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e outras acusações, cumpre pena em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal. Ele será submetido ao procedimento cirúrgico na quinta-feira (25), no Hospital DF Star, para tratar uma hérnia inguinal e um quadro persistente de soluços. A indicação veio de médicos particulares e peritos da PF, com previsão de internação entre cinco e sete dias, segundo a defesa.
A decisão de Moraes impõe regras estritas para garantir segurança e discrição. A PF ficará responsável por todo o transporte, escolta e vigilância 24 horas, com dois agentes na porta do quarto e equipes no interior e exterior do hospital. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos estão proibidos no quarto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada como acompanhante, mas visitas adicionais dependem de aprovação expressa do ministro.
Embora a liberação temporária por motivos de saúde seja prevista em lei, a ordem judicial gerou reações intensas online. Críticos de Moraes veem a medida como concessão excessiva, enquanto apoiadores de Bolsonaro a consideram necessária e humanitária. O episódio reflete o clima de tensão política que permeia o Brasil, especialmente em casos envolvendo o ex-presidente e o STF.

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