O governo federal oficializou a chegada de um novo capítulo para a televisão aberta no Brasil: o padrão DTV+, ou TV 3.0. O novo sistema promete transformar a experiência dos telespectadores, oferecendo alta qualidade de imagem — com resoluções que podem chegar a 8K —, áudio imersivo, digno de cinema, e funcionalidades interativas que não dependem de conexão com a internet.
A previsão é que as primeiras transmissões em larga escala comecem no primeiro semestre de 2026, a tempo de a população acompanhar a Copa do Mundo com tecnologia de ponta. Para ter acesso à DTV+ de imediato, os telespectadores precisarão de um conversor externo, com custo estimado de cerca de R$ 400. No entanto, a expectativa é que, com o tempo, as fabricantes de televisores já passem a incluir a tecnologia de fábrica, tornando a transição mais acessível. O plano de expansão total para cobrir o país por completo pode levar até 15 anos.
A grande inovação, no entanto, vai além da qualidade de som e imagem. O novo padrão transforma os canais de TV em verdadeiros aplicativos interativos, permitindo novas formas de entretenimento e consumo. Será possível, por exemplo, comprar a roupa de um personagem de novela ou participar de votações em tempo real em um reality show, tudo diretamente pela TV.
Especialistas enxergam a DTV+ como um divisor de águas, uma oportunidade crucial para a TV aberta se reinventar e se manter relevante e competitiva na era do streaming. A mudança busca manter o caráter gratuito da TV em um país onde o brasileiro ainda dedica uma média de mais de cinco horas diárias para assistir à programação tradicional.
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